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David Belle em Prince of Persia - Lançamento

Caramba, finalmente consegui passar no site e postar, ontem teve treino e a galera se empenhou bastante (meu corpo ta doendo) mas está é a melhor parte afinal se o treino é bom seu corpo vai reclamar sempre, por causa dos treinos acaba nem dando tempo de aparecer no site todo dia, afinal de contas ou a gente treina ou a gente escreve, as vezes é dificil equilibrar os dois mais vou deixar este papo para o outro post que vou fazer com um ponto de vista legal da minha parte (aguardem).

Fiquei sabendo pelo blog Pulo do Gato (http://pulodogato.parkour.com.br/) do novo Trailer do filme Prince of Persia aqui uma parte do texto deles:

"Essa semana foi liberado um novo trailer para o filme “Prince of Persia (Príncipe da Pérsia)”. A nova franquia de ação dos Estúdios Disney chega aos cinemas no dia 28 de maio e promete converter para as telonas todo aquele ambiente de Parkour que é vivenciado no jogo “The Sands of Time”. Para realizar tal feito, nada mais nada menos que David Belle (um dos criadores da prática) foi contratado para ser o dublê nas cenas de ação."

Eu estou aqui esperando o lançamento e faço questão de ver no cinema este filme será que é porque já joguei toda a série? Acho que vai representar bem o espirito do jogo já que os produtores deste filme fizeram Piratas do Caribe (que eu simplesmente venero) então agora fica a dica também do filme God of War que estão estudando a possibilidade de também trazer para as telonas com Vin Diesel (está novidade é fresquinha e você ficou sabendo no dia (09 de março aqui no site Parkour Brazil) .

Dá uma olhada no novo Trailer de Prince of Persia:



Depois da adaptação Harry Potter, Hulk, Homem Aranha, Homem de Ferro entre outros demorou para a Disney lançar o filme Prince of Persia e fala a real você também tá ansioso para ver mais um adaptação dos games para a telona não é?

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Musicas Parkour

Olá pessoal eu estou aqui dessa vez para falar sobre musicas, mas vocês me perguntam, mas que tipo de musica? Eu respondo, qualquer estilo em qualquer idioma mas com um tema em comum, PARKOUR.

Tentarei mostrar algumas musicas que circulam na internet que falam sobre o parkour, diretamente ou ate mesmo de forma indireta, como por exemplo, a musica JUMP da Madonna, ela não fala diretamente o nome do parkour na musica, mas sabemos que teve como base e inspiração o parkour.

Então sem mais delongas aqui apresentarei algumas musicas.

Jump – Madonna



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Trade Parkour



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Din Din Aviv - Sheyavo Elay



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Uzzy - Le Parkour



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Snook - Le parkour



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Thunder – Parkour



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Usa - Parkour



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Nick MC - Le Parkour



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MC Tkachik - Parkour



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Pronobozo - Parkour


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Spontan - Milosc to Le Parkour


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Codec Marocano - Parkour 1


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WZK - Parkour


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Holod aka Snake rm - Parkour


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Carter - Parkour Ft Lil Vinke


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Lapron - Le Parkour


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Então pessoal, essas são algumas musicas feita pro parkour que encontrei, espero que gostem.

Conhece outra musica feita pro parkour? Compartilhe conosco que colocarei nessa pagina, e com ajuda de vocês se tornará cada vez mais completa.

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ABPK - Associação de Parkour Ressurge com Tudo !

Muitos vão lembrar que a algum tempo eu estava criticando o abandono da ABPK e a falta de informação da mesma com o tracers de todo Brasil, fui muito criticado mais também muito elogiado por comentar de um assunto desses no site e no orkut, o objetivo daquela postagem não era causar alarde mais sim, tentar de alguma forma entender o que acontecia com a ABPK já que nada era informado, afinal de contas uma Associação Brasileira de Parkour deve informar e apoiar os praticantes de todo Brasil.

A ABPK andava abandonada e com poucos praticantes cuidando de sua organização, mais graças a Deus Eduardo Rocha (Duddu) e Jean Wainer (G1) estão cuidando do ressurgimento da ABPK no Brasil e pelo jeito esta nova diretoria tem tudo para dar certo e com certeza todos os grupos que levam a pratica a sério serão bem representados, sei que vai parecer estranho mais sinto um calor no coração ao pensar que logo estaremos com eventos e muito apoio vindo da ABPK.
Veja abaixo a Declaração Oficial do novo Presidente da ABPK
"Pra quem acompanha o Parkour no Brasil a algum tempo, sabe da importância da ABPK – A Associação Brasileira de Parkour. Por vários meses, talvez até alguns anos, ela passa por uma reformulação com a intenção de deixá-la mais aberta, mais transparente, e abrigar mais gente importante para o Parkour nacional. Por isso, desde ano passado, Duddu passou a participar dessa comissão responsável pela ABPK, e recentemente se tornou presidente. Quem quiser ler sua declaração, veja abaixo.

Espero que me desculpem o tom informal que usarei nessa postagem, mas é que me sinto mais confortável para falar sobre o assunto dessa forma. Sendo objetivo, eu gostaria de comunicar que na última reunião da diretoria da ABPK, acontecida no dia 26 de janeiro desse ano, foi estabelecida a troca da presidência da Associação Brasileira de Parkour. Desde esta data, Alberto Brandãodeixou o cargo de presidente, e eu, Eduardo Rocha, assumi em seu lugar. Eu acredito que uma instituição desse porte, tem, por obrigação, manter informadas as pessoas que representa e ser transparente em todas as atitudes e decisões. E é por esse motivo que venho aqui pessoalmente me reportar a vocês.

Quando tive meu primeiro contato com os, até então, dirigentes da ABPK (acredito que no inicio de 2008), eu havia estranhado a forma meio “maçônica” com que tudo era levado. Pelo contato com o Jean Wainer (presidente na época), eu tinha acesso aos problemas que a associação enfrentava e eu via todo o esforço que ele fazia para mantê-la ativa. Mas, ainda assim, eu não entendia o motivo porque existiam tantas lendas, informações obscuras e “segredos” dentro de um órgão que nasceu para representar toda uma comunidade: o Parkour brasileiro. Para mim, a ABPK não passava de uma elite intelectual, que embora eu não soubesse quem era e quantos eram, representavam (ou deveriam representar) os mesmos interesses que eu tinha pelo desenvolvimento do parkour nacional. Me assustei ao saber que algo tão conceituado e com tanto renome era liderado por uma quantidade tão pequena de pessoas.

Quando criada, a associação contava com cerca de 10 integrantes; eram pessoas engajadas com o projeto e com vontade de levá-lo adiante. Mas por razões unicamente pessoais, a cúpula foi se desintegrando ao ponto de restar ativamente somente o Alberto e o Jean. Foi, mais ou menos, nessa época que fui chamado para fazer parte de uma diretoria que tinha por objetivo revitalizar e reconstruir a associação. A verdade é que estávamos assistindo a ABPK se fragilizar dia a dia. Os problemas apareciam de todas as formas possíveis e eram poucas as soluções que conseguíamos arranjar. Do modo que as coisas corriam, se uma medida imediata não fosse tomada, talvez nesse momento, estaríamos anunciando o fim ou o abandono de um órgão que fez história no Parkour brasileiro, e que ainda poderia alavancar e ajudar muito mais a nossa organização.

A intenção dessa postagem, além de comunicar, é nos permitir um novo começo. De forma calma, humilde e que precisará contar com a paciência e boa vontade de todos. Boa vontade e humildade. Sem demagogia, essas são as palavras chaves que podem resolver nossos problemas. Do mesmo que precisaremos contar com a sua boa vontade, precisaremos de humildade para ir até você e dizer “cara, precisamos da sua ajuda”. Acredito que a ABPK deve ser um espelho daqueles que representa; independente de formação de grupos, insatisfações ou desavenças pessoais. Não existe Associação Brasileira de Parkour se a única coisa que se consegue pensar é em puxar a sardinha para mais perto do seu prato. E é por isso que uma das primeiras medidas que faremos é ouvir melhor essas pessoas que têm interesse puro em ajudar e, fazer com elas, aos poucos, a abertura da associação de modo que todos se sintam representados. Não estamos prometendo um milagre e muito menos ser a tábua da salvação. Mas eu afirmo em alto e bom tom que o que estiver ao nosso alcance para mudar a situação a favor do Parkour brasileiro, será, ou tentará ser feito. Como disse anteriormente, é um recomeço.

Abraços,
Eduardo Rocha"

Texto Original: http://pulodogato.parkour.com.br/2010/02/19/novidades-da-abpk/

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David Bele: entrevista ao Suicide Girls - repost

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O pai da pratica que a gente ama (David Belle) está de volta com mais uma entrevista fodastica ! Eu não sei vocês mais eu curto muito ler as entrevistas do David Belle porque o cara é do povão fala o que pensa e muitas vezes nos dá algumas dicas pelas suas entrevistas. Vale a pena dar uma conferida.

Este texto foi retirado site PkMax.

"Entrevistas com David Belle são sempre fonte de curiosidade e discussões entre os praticantes de Parkour já que, desde que a discilplina tomou o mundo de assalto, seu criador faz aparições cada vez mais raras e limita o número de vezes que fala ao público. Dessa vez a comunidade Suicide Girls - que celebra a cultura alternativa - conseguiu colocá-lo para falar.

Curiosamente não há relação direta do site com o mundo do Parkour e, talvez por isso, Belle tenha se mostrado tão livre e desarmado. O mote da entrevista é o lançamento de 13º Distrito - Ultimatum em alguns cinemas dos Estados Unidos, mas fala-se sobre o filme e muito mais. A entrevista foi dada a Nicole Powers, e Belle recebeu a ligação em sua casa em Corbeil-Essonnes, em um subúrbio ao sul de Paris.

Nós reproduzimos aqui a entrevista em português para que mais traceurs tenham acesso a ela, mas se preferir ler direto na fonte, sinta-se à vontade.

Nicole Powers: Esse é o segundo filme da franquia 13º Distrito. Como ele aconteceu?

David Belle: Luc Besson me ligou para saber se eu estava interessado em fazer a segunda versão. Até onde eu sabia não havia problema algum.

NP: O roteiro foi escrito por Luc Besson, que também escreveu ‘O Quinto Elemento' e ‘Carga Explosiva'. O que você achou do roteiro em particular?

DB: Eu gostei da sinopse de maneira geral. Achei que era um bom filme de ação. O personagem é um pouco parecido comigo, não em tudo, mas eu me senti bem próximo daquele personagem, e estava disposto a embarcar na aventura.

NP: Obviamente é um filme baseado em ação. Você trabalhou com Besson na construção das cenas de ação durante o estágio de escrita do roteiro, ou foi mais uma colaboração com o diretor do filme, no momento em que estavam se preparando para filmar?

DB: Pra falar a verdade, quando Luc escreve a ação ele não detalha muito. Ele nos permite espaço para manobras e nos permite propor durante a ação. Daí ele escolhe qual a melhor solução e nos seguimos a partir daí.

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NP: Qual foi a cena mais difícil de filmar?

DB: Toda a filmagem foi difícil. Tenha em mente que estávamos na nossa melhor forma, então no início você faz alguns ‘stunts' e é bastante fácil. Você faz o reconhecimento das cenas, e aí você fala: "Ah, isso vai ser fácil. Eu vou fazer isso durante a filmagem". Daí acontece de uma coisa que parecia fácil se transformar em algo bastante difícil. Você tem que ser muito cuidadoso porque ao final da filmagem você está exausto. Mas nós estivemos sobre a mesma quantidade de pressão durante toda a filmagem, no entanto, eu devo dizer que já que ensaiamos antes das filmagens, não foram tantos problemas assim.

NP: Eu imagino que a questão do cansaço físico é importante se você tem que fazer múltiplas tarefas?

DB: Sim, é verdade. Eu preciso dizer que nós tentamos poupar nossas forças e economizar energia, o máximo possível. Quando tínhamos uma cena ‘stunt', nós ensaiávamos duas ou três vezes antes - tudo, menos o stunt. Daí fazíamos a cenas em apenas uma filmagem. Nós ensaiávamos duas ou três vezes, dáí estávamos prontos psicologicamente, e apenas fazíamos. Essa era nossa política para os stunts realmente periogosos.

NP: Houve algum machucado durante o set?

DB: Eu machuquei meu antebraço. Nós estávamos fazendo uma cena de perseguição no Gypsy Quarter e havia um carro de polícia atrás de mim. Então eu estava correndo e fiz uma virada repentina e meu braço ficou preso em uma maçaneta. Ela entrou no meu braço. Eu precisei de cinco pontos. O médico disse que eu deveria descansar por uma semana, mas no dia seguinte parecia que os pontos estavam bem firmes e eu voltei ao telhado. A questão é que a porta deveria estar fechada, mas alguém deixou ela semi aberta. Então quando eu estava correndo, do mesmo jeito como quando você deixa sua bolsa ser pega por algo pontudo, aconteceu com meu braço.

NP: Onde as cenas foram filmadas?

DB: Nos telhados da Sérvia.

NP: Vocês usaram cabos ou outros equipamentos de segurança durante as filmagens?

DB: Houve algumas cenas, as que eram realmente perigosas. Em alguns momentos tivemos cabo, em outros tivemos redes de segurança, porque em alguns momentos tivemos que ensaiar ou filmar a cena umas duas vezes até que tivéssemos tudo correto. Com o cansaço você não sabe como vai reagir, e você está no ar a 20 metros de altura, então em alguns momentos nós filmamos com rede de proteção. Mas no geral nós estávamos livres, nossos movimentos estavam livres.

NP: A forma como as cenas de ação foram montadas, com música eletrônica, dá a sensação de um vídeoclipe de música. Você ficou satisfeito com a forma que tudo acabou tendo?

DB: Em geral eu gosto do filme. Com relação a música, se eu estou assistindo e não gosto da música, eu desligo o som e coloco uma faixa que eu curto. Mas eu tenho que dizer que no geral gosto das músicas. Funciona bem com o filme, acredito eu.

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NP: Voltando ao modo como você começou o Parkour. Sei que você teve treinamento militar e de artes marciais, mas como um tipo de movimento usado para percorrer a cidade se transformou em algo com um estilo próprio, algo que te deu uma carreira?

DB: Claro, eu era muito ativo em esportes quando eu era pequeno, mas foi por causa do meu pai que descobri o Parkour. Foi ele quem me transmitiu sua arte através da sua experiência no exército e depois como bombeiro. Ele trabalhou na sua própria disciplina de condicionamento físico, e eu percebi que o movimento tem um lado útil nisso. Que você pode se mover para ajudar pessoas e não apenas ser um artista ou apresentar ‘tricks' acrobáticos. Existe um lado mais profundo no Parkour.

NP: Com o Parkour também parece existir uma conexão com sua criança interior. Se você vê a forma como uma criança se desloca em uma calçada, a última coisa que eles querem fazer é andar em linha reta. Eles querem pular pelas rachaduras da calçada ou querem brincar pulando rochas, e se há algo para pular sobre, instintivamente ele vão pular. Parkour parece ser algo como entrar em contato com sua criança interior e pegar a via interessante, e não a optar pela mais fácil.

DB: Eu acho que você somou tudo em uma casca de nozes. É exatamente isso. É a primeira vez que alguém me dá uma correta definição do Parkour. Bravo Nicole!

NP: Merci beaucoup! Como o Parkour evoluiu desde que você iniciou? Como a arte progrediu?

DB: É como na vida. Inicialmente os obstáculos não eram muito altos, e a medida que você ganha auto-confiança os obstáculos ficam maiores, e quando você cai dói mais. Então você aprende boas técnicas para não corer riscos estúpidos. Eu nunca quis dar a impressão de que praticar esses movimentos era loucura. Eu queria mostrar que existia um método que te permitia passar obstáculos sem corer riscos maiores.

NP: O que você treina no dia a dia?

DB: Eu trabalhei tanto no básico, que é similar às artes marciais. Quando você prática um salto mil vezes, durante oito horas direto, seu corpo desenvolve uma memória. Você não tem que praticar aquilo todo dia do alto de um edifício de 20 metros. A questão para mim agora é manter meu condicionamento físico. Agora eu treino menos. Eu faço mais por intuição. Eu não tenho mais a mesma perspectiva. Meu objetivo é me manter vis-à-vis com minnha idade. Eu quero ter certeza de que qual seja minha idade, eu me sinta bem no interior do meu corpo, e que eu não tenha a impressão de estar me destruindo.

NP: Certo, você não quer exagerar no treino (overtrain)?

DB: Correto. Eu não acredito que valha a pena. Não vale a pena treinar exageradamente (overtrain). Você sabe, todos nós temos uma expectativa de vida. Não é que vamos viver 150 ou 200 anos e eu pudesse dizer: eu tenho 50 anos para progredir. A vida passa e ela é cheia de coisas pra se fazer, e eu não quero ficar estagnado e ser como um professor de karatê de 70 anos que continua repetindo os mesmos movimentos. Hoje eu pratico Parkour, amanhã talvez eu toque piano, talvez no próximo ano eu vá pescar. Eu não quero me sentir preso. Eu quero continuar movimentando, e é claro eu quero continuar praticando meu esporte. Mas eu tenho tentando ouvir meu corpo e sempre me manter interessado em outras coisas. Eu não quero me privar de outras coisas só pelo amor ao Parkour.

NP: Eu acredito que parte disso seja mantendo a alegria de nutrir sua criança interior. É algo que esquecemos quando envelhecemos, mas é importante e intrínseco a disciplina também.

DB: Bem, você sabe que eu acredito que todos tem um gatilho em suas vidas e pra mim foi o Parkour. É como alguém que toca música quando é criança, e aí, através da música, descobre a arte no geral e a beleza. Ele pode até não mais tocar música, prática outras coisas, mas o gatilho, a influência detonadora foi a música. Isso foi o que o Parkour foi pra mim. Todos nós temos algo que descobrimos quando novos, e que nos levará a um mundo de novas descobertas. Isso é o que o Parkour fez comigo.

NP: Então você se vê assumindo papéis onde a fisicalidade é menos importante? Quem sabe até papéis que não necessitem Parkour?

DB: Bem, se os filmes me derem essa oportunidade, eu assumiria com o maior dos prazeres.

NP: Finalmente, eu sei que originalmente você aplicou o Parkour de forma prática, até com finalidades de salvamento de vidas. Você está fazendo algo para ensinar a nova geração a técnica e sua aplicação prática também?

DB: Você está completamente correta, nós ainda estamos trabalhando com o Corpo de Bombeiros de Paris ensinando técnicas de Parkour, e nós desenvolvemos um programa com o conselho da cidade de Lisses para criar um espaço onde soldados, policiais, jovens - qualquer um engajado em profissões de risco - possam frequentar e receber treinamento. Não é suficiente apenas treinar em uma academia. Lá nós podemos nos movimentar ao redor. Nós não conseguimos explicar o esporte em algumas situações, então esses lugares especiais que estamos desenvolvendo são perfeitos para isso.

NP: Obrigada por ter tido tempo de conversar conosco, e boa sorte com o filme na América.

DB: Obrigado.


Texto Traduzido por: Rafaela Cappai.

Texto Original: http://www.pkmaxparkour.com/samba/index.php/blog/7-artigos/228-david-bele-entrevista-ao-suicide-girls?comments_page=2&lang=

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